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Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro

 
ACREDITE APENAS
Acredite apenas no que seus olhos vêem e seus ouvidos
Ouvem!

Também não acredite no que seus olhos vêem e seus
Ouvidos ouvem!
Saiba também que não crer algo significa algo crer!
       
Bertold Brecht 


AMÉRICA
O  polícia
do Mundo

 

 

A extrema-direita vai à segunda volta das eleições presidenciais francesas. Será que estamos todos loucos? Será que em França já não se lembram da ocupação Nazi?
Um colega meu, ouviu na rádio, que um homem tinha sido roubado quando se encontrava numa fila de transito. Abriram a porta do carro e tiraram-lhe o casaco. Comentário imediato: - São esses Romenos que para ai andam. Há alguns anos atrás isso aconteceu com um conhecido meu e ainda não havia Romenos por cá. Cuidado com essas ideías que nos querem implantar na cabeça. É nossa e devemos usá-la para pensar.

Vive la République, Vive la France...
Vive Jacques Chirac! (Chiça!)

Hoje, lendo o artigo de opinião da Revista do Expresso, senti um certo fulgor ao ver como Manuel Alegre ainda parece vibrar  ao recordar que as grandes revoluções se fazem na rua, ao colocar no Expresso palavras em desuso como Direitos do Homem, revolução, Revolução Francesa,  uma nova geração cívica, etc, etc.  
Pareceu-me que o seu velho entusiasmo de homem de esquerda tinha vindo à tona fazendo-o anunciar a falência de um certo método de construção europeia. Prossegui lendo o artigo e qual não é o meu espanto quanto leio esta afirmação: Se pudesse, como homem de esquerda, teria votado Jacques Chirac com profunda convicção republicana.  Então tudo se foi por água abaixo, foi como se de repente a poesia se tivesse findado e eu dei por mim a pensar que as ideologias estão mesmo em crise absoluta. Alguma coisa está realmente mal quando em Democracia um homem de esquerda, um intelectual respeitado como é Manuel Alegre, dá por si desejando poder votar em Jacques Chirac. Será que, de tanto os incluir na nossa dieta, já não podemos passar sem engolir sapos? Será que os sapos passaram a ser o nosso MacDonald’s político que temos que engolir à pressa em cada eleição para que se cumpra o velho conformismo do do mal o menos? O sistema democrático permite que homens como Le Pen se candidatem, façam campanha e ganhem votos em quantidade suficiente para passar a uma segunda volta. Se queremos viver em Democracia temos que o permitir e aguentar as consequências. Felizmente a passagem de Le Pen à segunda volta provocou uma agitação social e as consciências sentiram que era preciso protestar publicamente contra a ameaça de uma certa europa fascizante. Esse é o grande mérito dos sistemas democráticos: as pessoas poderem manifestar-se publicamente quando se sentem realmente ameaçadas. Agora daí até a esquerda esclarecida se congratular e manifestar o desejo patriótico de votar num homem de direita como Chirac, isso é que não havia necessidade.
 

 

Este Pinto dá Leite coalhado

O Sr António Pinto Leite defende hoje (4.05.2002) num artigo do Expresso o fim do tabu da impossibilidade de despedir funcionários públicos. Os argumentos são muitos e tendencialmente tentam provar a injustiça deste facto para todos aqueles que o não são. Porquê é que um trabalhador do mundo privado pode ser despedido e um funcionário público não? Será justo, pergunta ele. Respondo eu, que evidentemente que não é justo já que também os trabalhadores por conta de outrem o não deviam poder ser. Vamos pensar nisto com calma. Primeiro é necessário pensar que um trabalhador que não cumpra as funções para as quais foi contratado, por vontade própria, deve poder e ser despedido quer trabalhe para o estado ou para um outro patrão qualquer. Não estou aqui a defender a impunidade de quem não cumpre com as suas obrigações. O que aqui é defendido é o direito ao trabalho e a uma vida digna e com segurança de quem com o seu esforço e suor trabalha para criar a riqueza dos outros.
Mas voltemos ao artigo em questão. É ai dito:
 “O que importa é criar o principio e a mentalidade de que o estado tem de ser gerido racionalmente e não haver impedimento legal ou de ambiente político para que tal aconteça.
O que importa é que se torne absolutamente normal para os portugueses que o estado deve ser gerido criteriosamente, produzindo os melhores serviços possíveis , pelo mais baixo custo possível.
...
Isto pressupõe flexibilidade, racionalização de estruturas e de meios, significa pessoas cuja utilidade se pode perder face a novas realidades e que não pode tudo ficar na mesma como se continuassem a ter a utilidade que perderam.”
 Nem é necessário comentar muito isto; primeiro há que criar o princípio e a mentalidade para depois por razões extritamente  monetárias, pelo mais baixo custo possível, correr com quem já não tem utilidade. Esquece-se aqui, que quem agora não tem utilidade já a teve e ela foi aproveitada, que se alguém já foi útil pode voltar a ser, bastando para isso que lhe sejam confiadas tarefas adequadas ao seu prefíl, e sobretudo que estamos a falar de seres humanos com família, sentimentos e necessidades e não de um qualquer traste velho que mandamos para o lixo quando deixa de ser útil. Para mais sendo o estado, que tem responsabilidades para com todos e com cada um dos cidadãos deste país. O estado somos todos nós e tem de ser solidário com cada uma das pessoas que o constituem. O estado só existe porque nós existimos e não o contrário.
 Continua:
“Não é justo, também, porque cada milhão de contos desperdiçados pelo Estado com funcionários que não são necessários é um milhão de contos que o Estado não investe em bens sociais, ou não redistribui por quem mais precisa.
Que sentido de justiça existe se um pobre idoso tem uma reforma de 30 contos por mês e um funcionário ainda com vigor para trabalhar  ganha o seu ordenado, de 100, 200 ou 300 contos por mês, não sendo útil ao Estado?”
 
Brilhante sem dúvida. Este é o ponto da história em que se “canta a canção do bandido” e se tenta provar que são os pobrezinhos (nós) que somos as maiores vítimas da situação. Coitadinhos dos velhinhos reformados (só se lembram deles em eleições ou quando dá  geito para fazer comparações parvas como esta) e se justifica que se quem trabalha não ganha mais ou que se o Governo não faz mais é porque estes malandros dos funcionários públicos os impedem. Haja paciência e sobretudo haja decência de quem escreve estas coisas. Parece-me evidente que é melhor aproveitar a força de trabalho desta gente, paga por todos nós, do que criar problemas e desumanidades a milhares de famílias, para depois todos nós lhes pagarmos o subsídio de desemprego e continuar a não haver dinheiro para reformas, aumentos de ordenado ou para investir em bens sociais. A única vantagem que isto pode ter, é a de acabarem com o sistema de segurança social muito mais rapidamente, e terem mais mão de obra disponível para aceitar as condições de trabalho que lhes sejam impostas ...incondicionalmente. Claro que esta vantagem não é para o comum dos mortais, mas sim para quem espera tirar grandes lucros deste tipo de situações, mas afinal é mesmo disso que se trata. Ou não é?
 Mas a coisa continua:
“Que sentido de justiça existe quando um operário da margem sul do Tejo, ou do vale do Ave, ou dos campos do Alentejo paga com o seu trabalho o ordenado de funcionários públicos desleixados ou que não são úteis na função que têm?
Não é justo que haja um princípio na sociedade portuguesa que bloqueia os cidadãos de olhar para a sua «empresa», o Estado, que todos pagam – e os que pagam impostos sabem o sacrifício que fazem – segundo critérios de eficiência e de produtividade que norteiam todas as empresas.” 
Realmente já me vão faltando as palavras para classificar tamanha monstuosidade. Aqui se escondem alguns artifícios que rondam o subliminar. Mas afinal quem disse a esse Sr que os funcionários públicos são desleixados. Toma-se aqui o todo pela parte, usa-se o descontentamento da população em relação a alguns serviços públicos, e pimba; os funcionários públicos são desleixados. A mensagem está dita e espera-se, bem cravada na mente de quem ler o artigo de uma forma mais incauta. Mas isto não fica por aqui, já que logo a seguir há o cuidado de nos fazer empresários. “olhar para a sua empresa, o Estado”. Agora que também já sou patrão vou pensar como um . Fora com esses malandros dos desleixados e com os trastes que já não são úteis. Depois claro, tinha de ser, lá vêm os impostos e o sacrificio que fazemos para os pagar. Já cá faltava.  É verdade que pagamos muitos impostos e que fazemos grandes sacrificios, mas a solução não passa certamente pelo despedimento de funcionários públicos. Façam os Srs Advogados, Médicos, Arquitectos, etc.  pagar os mesmos impostos que todos aqueles que trabalham por conta de outrem e certamente o estado terá dinheiro para pagar aos reformados, aumentar ordenados e investir em bens sociais. Ou será que afinal é verdade que todos eles ganham o ordenado mínimo? Com isto não parece preocupar-se o Sr. Pinto Leite nem, por exemplo, que este governo tenha isentado de impostos, de novo, as mais valias ganhas na bolsa. Certamente que a nossa «empresa», o Estado, estaria numa muito melhor situação financeira. 
“Este princípio tem de ser a base da reforma do Estado, porque é o que é justo, porque é o que é racional e, mais importante, porque é um direito dos cidadãos.
Não pode haver portugueses de primeira e portugueses de segunda. Não pode haver porque não é justo.”
 
Claro que não necessito de dizer que este princípio não pode ser a base de nenhuma reforma . Fala de justiça, pois que se faça a justiça fiscal. Fala de racional, pois que sejamos racionais e pensemos nas pessoas, nas suas condições de vida, no seu direito à saúde, ao trabalho, à educação que são afinal aquilo que é o mais importante. E esses, é que são realmente os direitos dos cidadãos.
Só concordo com esse Sr. numa coisa; Não pode haver portugueses de primeira e de segunda. Não pode haver porque não é justo. E é por isso que não é justo que cada vez haja ricos mais ricos e pobres mais pobres. E é por isso que não é justo que se coloque nas costas de quem trabalha a ameaça do despedimento e da insegurança. E é por isso que não é justo que cada vez mais haja uma saúde, uma educação e uma justiça de primeira e uma saúde, uma educação e uma justiça de segunda. E é por isso que não é justo que o Sr. se digne a defender tais ideias

 

Oferece-se Governo
Defic(iente)

De tanto falar da sua preocupação com o famoso défice orçamental, conseguiu este governo pregar-me um susto enorme. Não se sabia se ia ser de 3 ou 4 ou 5 por cento e por isso acabava-se já com as promessas eleitorais que o tempo era de apertar o cinto. Foi tanta a dificuldade em fazer as contas... até que, felizmente, a Europa o informou que o défice nunca estaria acima dos 3%, limite máximo permitido. Mas, mesmo assim havia que fazer qualquer coisa e então lá saiu o famoso pacote de soluções para reduzir a coisa. É claro que quando sai um pacote quem paga é sempre o mesmo; todos nós, ou melhor alguns de todos nós.
E lá subiu o IVA 2% ou,  por outras palavras, como os portugueses são uns tesos e como os ordenados que têm nunca chegam ao fim do mês, é como se fosse um redução de 2% no ordenado. Mas, se virmos bem, existe até um problema de obesidade em Portugal,  pelo que este aumento é uma forma de saúde pública.
Os juros bonificados para compra de habitação também foi chão que já deu uvas; acaba-se com ele! A palavra de ordem é dinamizar o mercado de aluguer e, para isso, também já se fala de medidas, nomeadamente criando a possibilidade de aumento das rendas.
Os trabalhadores da função pública também eles são um peso muito grande no orçamento; extinguem-se diversos institutos e, para quem lá trabalha, ou se arranja outra colocação ou vai de licença sem vencimento. O que é muito melhor que ser despedido já que assim nem é necessário pagar o subsídio de desemprego, dinheiro esse que vem dos impostos de todos nós.
A RTP também é um buraco sem fundo para o estado, pelo que se acaba com um canal, mantendo-se o outro com uma programação generalista, nos moldes do actual canal 2, e que terá como função a de fazer o serviço público. Isto é que não me parece lá muito justo, já que só os 5% a 6% de privilegiados que assistem ao canal 2 é que vão usufruir do serviço público que é pago com o dinheiro de todos.
As obras públicas também custam muito caras ao governo pelo que o melhor é desistir de algumas. Afinal as obras públicas só se fazem por fazer e não porque sejam importantes para as populações.
E foi assim, que partiu a nossa Ministra das Finanças para a Europa, decidida a fazer um brilharete, ao dizer que o nosso défice se ficaria pelos 2,8%. Se eles já consideravam, que mesmo sem estas medidas ele nunca ultrapassaria os 3%, acabaram por não ficar  assim lá muito impressionados. Talvez por isso a Sra. Ministra se chegou à frente para garantir que isto era só o começo, já que em Setembro, se fosse necessário, apertava-nos ainda mais o cinto. È assim mesmo, afinal quem é que eles pensam que são?
Agora há que olhar em frente e começar a implantar as medidas para atingir o objectivo do défice zero em 2004. Já se sabe que há que mexer na segurança social e na educação que são gastos a reduzir. Quanto mais privado for tudo isto mais a gente lava daí as mãos e depois cada um que se desenrasque como puder. Sim, porque isto do privado é que é bom e até há que incentivar mais quem sabe ganhar dinheiro. È por isso que se isentou de imposto o dinheiro ganho na bolsa e nada se fez para que as profissões liberais paguem os mesmos impostos que todos os outros, parasitas, que só sabemos viver a trabalhar para outros.
É bom que se note, que nós não somos como aqueles malandros dos franceses, que já disseram que só vão atingir o défice zero em 2007. Vejam lá que povinho mais sem carácter, que embora tenha um nível de vida muito superior ao nosso, ainda vai baixar o IRS de 2001 em 5% e mais 30% durante próximos cinco anos. Que vergonha tão grande não cumprir com o Pacto de Estabilidade. Mas nós não, nós vamos cumprir e se for necessário até fazemos um esforço para ajudar aqueles que o não venham a conseguir. Melhor ainda, nós portugueses, num acto de inteira solidariedade com os povos irmãos da Europa oferecemos este governo a quem precisar dele. Aceitem, por favor que nós agradecemos.

 

Fui despedido!
Agora já posso ser feliz.

Está na moda seguir o exemplo americano e por isso já se fala em liberalizar a lei do trabalho. O objectivo é o de tornar viável o despedimento sem justa causa, pois assim dizem ser possível às empresas tornarem-se mais competitivas. Como disse o nosso actual Primeiro Ministro, primeiro há que criar riqueza para depois poder ser distribuída. Só não explicou como pensa ele convencer os empresários a fazer essa distribuição em vez de aumentar o parque automóvel de Ferraris no nosso país.
Grave no entanto foi a campanha que já se começa a ouvir na comunicação social sobre as vantagens desta liberalização. Sobretudo,  porque já iniciaram o processo de lavagem cerebral, para nos convencer que seremos muito mais felizes se trabalharmos 1, 2 ou 3 anos num emprego, depois mudarmos para outro e assim por diante. É o fim da monotonia no trabalho e teremos sempre novos desafios pela frente. Que bom que vai  ser,  não vai? Esqueceram-se foi de dizer que na maioria das vezes essas mudanças de emprego serão forçadas por despedimentos que não terão nenhum outro objectivo que aumentar os lucros das empresas. E, esta facilidade de mudar de emprego, agora apregoada, não está certamente muito bem contada. Durante algum tempo lá andará o trabalhador em busca de quem o contrate, faltando saber como serão pagas as prestações das casas, dos carros e com que dinheiro se vai poder ir ao mercado comprar comida. Estará um trabalhador nessa situação a viver o estado de felicidade apregoada? Não se sentirá ele muito mais inseguro e desesperado do que motivado e em busca de um novo objectivo? À medida que vão ficando mais velhos não verão os trabalhadores serem cada vez menos as suas possibilidades de encontrar um novo emprego? Claro que há sempre o estado e o subsídio de desemprego. Terá, no entanto, o estado dinheiro e estruturas suficientes para aguentar esta situação? Mesmo que esta política, ao tornar as empresas mais ricas, crie assim mais riqueza em impostos (aos quais as empresas são especialistas em fugir), serão todos gastos a pagar a desempregados e lá se vai o argumento da distribuição de riqueza.
Por tudo isto há que ter muito cuidado com aquilo que já se ouve e que ameaça vir a tornar-se numa campanha muito bem montada para nos tentar convencer. Ouvidos bem abertos, mas sobretudo é importante questionar sempre aquilo que nos disserem. Temos que ter a capacidade de entender bem aquilo que nos é proposto e a coragem para dizer NÃO. Afinal estamos a falar de capitalismo e de capitalistas e  há já dois mil anos andou por aí um indivíduo a dizer que seria mais fácil a um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico ir para o reino dos céus. Ele lá deveria saber porquê.

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Windows XP: Instale somente se tiver dinheiro para novo Hardware

 

Se pensam instalar o novo Windows XP, tenham em atenção que é possível que muito do hardware que possuem possa ir para o galheiro. O seu Scaner, Placa Gráfica ou outro qualquer componente, corre o perigo de ficar obsoleto por falta de Drivers. Até agora sempre que uma nova versão do Windows surgia, as diversas marcas de hardware esforçavam-se por fornecer rapidamente, drivers que permitiam que os componentes do nosso computador pudessem trabalhar normalmente. Infelizmente  parece que uma nova política foi adoptada e procuram agora obrigar-nos a substituir componentes. Isto mostra-se evidente quando, após contactos com os fabricantes, somos informados da inexistência de drivers e que não têm qualquer intenção de os vir a criar. Parece-me injusto que na procura da melhoria de desempenho do nosso computador sejamos confrontados com a impossibilidade de trabalharmos com hardware comprado, muitas vezes com algum esforço. Proponho por isso que haja uma troca de informações entre todos nós no sentido de criarmos uma lista negra, e assim castigar as marcas que adoptam tal política. Vamos dizer não a essas marcas recusando comprar os seus produtos. Quem souber de hardware e marcas que estejam nestas condições informe-nos para poderem vir a ser acrescentada à lista que se segue:

ATI - Placa gráfica All in one
RIO - Leitor portátil de MP3

E.Mail:
kaosinthegarden@netcabo.pt

Já estão ai a chegar
Cuidado com os Cd's com protecção

Um novo ataque à nossa liberdade individual está de em marcha. As grandes multinacionais de discos, na sua constante busca de formas para parar com a pirataria, que é aliás um direito seu, acabam por perder toda a razão ao prejudicarem fortemente os consumidores. A colocação de protecções nos Cd's que impede a sua audição em computadores é uma clara forma de intromissão na liberdade de cada um. Afinal, por que não me há-de ser possível ouvir a música que desejar, sentado no meu computador, enquanto trabalho? De notar que esta protecção impede ainda, em muitos casos, a audição dos mesmos em leitores portáteis e autorádios.
Pior ainda é o aviso que acompanha os Cd's em questão, já que informa que o seu uso em computadores pode resultar em sérios danos nos mesmos. Isto é, como se não bastasse impedirem-me de ouvir o Cd que eu comprei com o meu dinheiro, no meu computador, ainda acrescentam dispositivos com o fim específico de o inutilizar. Com que direito me vendem um produto armadilhado para destruir algo que me pertence?
Todo este processo mental, feito pelos crânios que estão à frente dessas multinacionais, acaba ainda por parecer um pouco ridículo, já que os grandes piratas encontrarão sempre forma de furar as protecções (e de anuncia-la na internet) e fazer as cópias que desejarem. A defesa só poderá ter algum efeito contra o pobre mortal que não entenda quase nada do assunto, pelo que, provavelmente, o "prejuízo" não será muito significativamente reduzido. Mas já que falamos do grande prejuízo de que se queixam, seria bom olhar-se para os enormes lucros que essas empresas apresentam anualmente (mesmo com toda a pirataria existente). Senão veja-se: os Cd's para cópias são agora vendidos a 50 cêntimos cada; se lhe juntarmos o preço duma fótocópia a cores da capa do disco (para os mais exigentes), e mesmo contando com o tempo perdido, o desgaste das solas para comprar o Cd virgem e ir fazer a fotocópia, o disco nunca ultrapassará os 2€. Se a um particular sai por este preço a quanto sairá para uma empresa que os faz aos milhares? Quanto poderá ganhar um músico, que foi quem teve todo o processo criativo, com a venda de cada Cd? Não chegará a 1€ certamente, e já estou a colocar um número alto. Mesmo acrescentando ainda o preço dos custos de produção (estúdios de gravação, técnicos, etc), certamente que a produção de um Cd nunca excederá os 5€. Afinal parece que o investimento será sempre bem recompensado. Em vez de se preocuparem tanto com a pirataria, pensem em pôr os discos a preços mais acessíveis e talvez as pessoas não se sintam tão tentadas a fazer cópias.
Vamos todos fazer boicote aos discos protegidos.

 NÃO COMPREM CD'S PROTEGIDOS
Vamos todos dizer não.