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Khalil Gibran       1883-1931

Almada Negreiros

Bertold Brecht

José Régio

Natália Correia

Sophia de Mello Breyner Andresen

Vinicius de Morais

Khalil Gibran, filósofo, ensaísta, novelísta, poeta e artista, nasceu em Bsharri no Líbano, a 6 de Janeiro de 1883.O povo do Líbano lutava há diversos anos pela independência face aos Otomanos, causa que Gibran viria a abraçar mais tarde. Estudou Literatura Árabe em Beirute entre 1897 e 1899. Emigrou para Boston com os seus pais em 1895 e realizou a sua primeira exposição em Boston em 1904. Em Paris, estudou com August Rodin entre 1908  e 1910. Dois anos mais tarde foi viver para Nova Iorque  onde se dedicou à escrita e à pintura. Em 1920 fundou uma sociedade para escritores árabes, Mahgar. De entre os seus membros estiveram Mikha'il Na'ima (1889-1988), Iliya Abu Madi (1889-1957) Nasib Arida (1887-1946), Nadra Haddad (1881-1950) e Ilyas Abu Sabaka (1903.1947). Gibran viria a morrer em Nova Iorque a 10 de Abril 1931.
O livro de poesia "The Prophet" foi a sua obra mais conhecida, tendo sido traduzido em mais de 20 línguas.

Link para Biografia completa


Exemplo de algumas pinturas de Gibran:
                    
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Bertold Brecht

 

O Sr. Brecht nasceu nasceu antes da virada do século, no dia 10 de fevereiro de 1898. Como ele mesmo disse viveu em tempos negros: viu a 1a Grande Guerra, viu a Revolução ser massacrada na Alemanha e seus líderes serem barbaramente assassinados, assim como milhares de operários e também as lideranças sindicais.
Viu a fome nos anos 20, viu a ascensão de Hitler, viu a perseguição de perto. Em 1933 viu o incêndio do Parlamento Alemão - o Reichstag - e compreende que tinha chegado uma nova era.. Sabia que os próprios nazistas tinham colocado fogo no parlamento e colocado a culpa nos comunistas. As perseguições iam aumentar. Era hora de fugir.
A partir daí fugiu de país em país, sempre com a mala em cima do armário, sabendo sempre que não era bem vindo. Finalmen
te nos Estados Unidos sentiu na carne o que era a Caça às Bruxas. O anticomunismo estava mais forte do que nunca no país que se dizia a terra da liberdade.

"As ruas do meu tempo conduziam ao pântano.
A linguagem denunciou-me ao carrasco.
Eu pouco podia fazer. Mas os que estavam por cima
Estariam melhor sem mim, disso tive esperança."

A pesar de todas as perseguições - ou talvez justamente por elas - o Bertolt nunca parou de escrever. Escreveu de tudo: poesia, teatro, ensaios, roteiros de cinema. Mas apesar da sua produção ser enorme tinha grandes dificuldades para sobreviver: dinheiro curto, dificuldades com a língua (por causa das sucessivas mudanças de país), e, sobretudo o constante rótulo - comunista.
Depois do fim da guerra volta para a Alemanha, mas sabe que ela não era mais a mesma: eram os tempos das duas Alemanhas. Num curto período de tempo finalmente Brecht teve o seu teatro e o seu coletivo de trabalho: o Berliner Ensemble. Instalado no mesmo teatro que em 1928, antes da sua fuga, fez um enorme sucesso com a Ópera dos Três Vinténs, é com essa companhia que finalmente vai poder colocar em prática o seu trabalho. Em 1954 o Berliner Ensemble faz a sua primeira grande viagem pela Europa, e a partir daí o nome de Bertolt Brecht passará a ser um dos nomes mais importantes para o teatro no século vinte.
Discutido, criticado, atacado, perseguido. Entretanto uma coisa é certa: Bertolt Brecht lutou durante toda a sua vida pelos oprimidos. Claramente assumiu posições de esquerda e procurou colocar a luta de classes no palco. Nunca de forma dogmática. Sempre buscando a dúvida dialética. Por isso para incontáveis teatreiros do mundo inteiro ele não é o Sr. Bertolt Brecht, mas sim o nosso companheiro de trabalho Brecht, ou b.b. como ele se assinava sempre em letras minúsculas. Um companheiro de luta, uma luta longa e difícil, que só terá fim quando não mais existirem classes sociais diferentes.
Prematuramente morre aos 58 anos no dia 14 de agosto de 1956. Mas seu nome e sua luta continuarão vivos enquanto suas peças e suas idéias continuarem por aí. Entre tantas outra coisa b.b. nos ensinou que o teatro deve divertir . Então bom divertimento!
Texto de Luiz Fernando Lobo  01 de Outubro de 1997

 

José Régio   1901 - 1969

 

José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira (1901-1969) nasceu em Vila do Conde, licenciando-se em Letras na Universidade de Coimbra. Foi professor do ensino secundário em Portalegre, aliando o trabalho pedagógico à criação literária. Em Coimbra, foi um dos fundadores da revista Presença, com Adolfo Casais Monteiro, João Gaspar Simões, entre outros. é um dos mais importantes poetas do chamado Segundo Modernismo português.

http://www.geocities.com/TheTropics/8829/regio.html
http://www.citi.pt/cultura/cinema/manoel_de_oliveira/regio.html
http://www.ipn.pt/opsis/litera/regio.htm

 

Natália Correia   1923 - 1993

Açoreana, natural da Ilha de São Miguel, Natália de Oliveira Correia nasceu a 13 de Setembro de 1923. Veio, ainda criança, estudar para Lisboa iniciando muito cedo a sua actividade literária. Figura importante da poesia portuguesa contemporânea, trabalha, também, a sua criatividade como ensaísta e romancista, passando pelo teatro e investigação literária.
Figura destacada da luta contra o fascismo, viu vários dos seus livros serem apreendidos pela censura, tendo sido condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, por abuso de liberdade de imprensa.
Foi eleita depudada pelo Partido Social Democrata, passando depois a independente.
Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. A sua obra está traduzida em várias línguas.
Morre em Lisboa a 16 de Março de 1993.
Algumas obras importantes são:
Obras poéticas: Rio de Nuvens (1947), Poemas (1955), Dimensão Encontrada (1957), Passaporte (1958), Comunicação (1959), Cântico do País Imerso (1961), O Vinho e a Lira (1966), Mátria (1968), As Maçãs de Orestes (1970), Mosca Iluminada (1972), O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (1973), Poemas a Rebate (1975), Epístola aos Iamitas (1976), O Dilúvio e a Pomba (1979), Sonetos Românticos (1990), O Armistício (1985), O Sol das Noites e o Luar nos Dias (1993), Memória da Sombra (1994, com fotos de António Matos).
Ficção: Anoiteceu no Bairro (1946), A Madona (1968), A Ilha de Circe (1983).
Teatro: O Progresso de Édipo (1957), O Homúnculo (1965), O Encoberto (1969), Erros meus, má fortuna, amor ardente (1981), A Pécora (1983).
Ensaio: Poesia de arte e realismo poético (1958), Uma estátua para Herodes (1974).
Obras várias: Descobri que era Europeia (1951 - viagens), Não Percas a Rosa (1978 - diário), A questão académica de 1907 (1962), Antologia da Poesia Erótica e Satírica (1966), Cantares Galego-Portugueses (1970), Trovas de D. Dinis (1970), A Mulher (1973), O Surrealismo na Poesia Portuguesa (1973), Antologia da Poesia Portuguesa no Período Barroco (1982), A Ilha de São Nunca (1982).
 
 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Foi casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos, que a motivaram a escrever contos infantis. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja; com a sua formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir transformações do futuro; pela sua constante atenção aos problemas do homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão. Foi agraciada com o Prémio Camões em 1999.

Obras poéticas: Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994), etc. Obras narrativas: O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.

http://www.terravista.pt/guincho/4599/

 

Vinicius de Moraes   1913 -1980

Nasceu no Rio de Janeiro numa família amante das letras e da música, e seguiu as duas vocações. Ainda no colégio, começou a compor e  tocar em festas. Nos anos 30 formou-se em Direito e fez letras para dez músicas que foram gravadas. Em 1933 publicou seu primeiro livro de poemas, "O Caminho para a Distância". Amigo de Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade, publicou outros livros de poemas nessa década. Passou algum tempo a estudandar inglês na Universidade de Oxford e, de volta ao Brasil em 1941 onde, foi crítico cinematográfico do jornal "A Manhã". Dois anos seguiu a carreira diplomática. Como diplomata morou nos Estados Unidos, França, Uruguai. Em 1954 escrevende a peça "Orfeu da Conceição", que mais tarde viria a dar o  filme "Orfeu do Carnaval", dirigido pelo francês Marcel Camus. Sua carreira como músico é impulsionada a partir das décadas de 50 e 60, quando conhece alguns de seus parceiros, como Tom Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra, Baden Powell. Em 1958 Elizeth Cardoso lança "Canção do Amor Demais", com diversas parcerias Tom/ Vinicius: "Luciana", "Estrada Branca", "Chega de Saudade". O primeiro grande espectáculo em que se apresenta, no bar Au Bon Gourmet, em 1962, ao lado Tom Jobim e João Gilberto, o liga permanentemente ao mundo da música popular e aos palcos. Seu elo com a bossa nova é muito importante. Fez letras para algumas das músicas mais importantes do movimento, como "Garota de Ipanema", "Chega de Saudade", "Eu Sei que Vou Te Amar", "Amor em Paz", "Insensatez", "Se Todos Fosse Iguais a Você" (todas com Tom Jobim), "Minha Namorada", "Coisa Mais Linda", "Você e Eu" (com Carlos Lyra). É também em 1962 que conhece Baden Powell, com quem comporia músicas de temática afastada da bossa nova, como os afro-sambas ("Canto de Ossanha", "Canto de Xangô", "Samba de Oxóssi") e outros sambas ("Samba em Prelúdio", "Samba da Bênção", "Formosa", "Apelo", "Berimbau"). Em 1965, num show no bar Zum Zum, lançou o Quarteto em Cy, de quem se tornou padrinho. No mesmo ano, "Arrastão", sua parceria com Edu Lobo, defendida por Elis Regina, é a vencedora do Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em São Paulo. O segundo lugar também é de Vinicius: ""Valsa do Amor que Não Vem", parceria com Baden interpretada por Elizeth. Após a promulgação do AI-5, em 1968, Vinicius é aposentado compulsoriamente da carreira diplomática. A partir de então passa a se dedicar à vida artística. Faz espetáculos em Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico Buarque. Nos anos 70 incrementa a parceria com Toquinho: "Tarde em Itapuã", "Regra Três", "Maria Vai com as Outras", "A Tonga da Mironga do Kabuletê" são algumas músicas da dupla. Muitos discos foram lançados na década de 70 com composições ou interpretações suas. Um dos mais importantes é "Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha", gravado ao vivo no Canecão (Rio), num espetáculo que esteve quase um ano em cartaz no Rio e seguiu para outras cidades da América do Sul e Europa. Apesar do sucesso com a música popular, Vinicius não abandonou a poesia, tendo inclusive gravado discos em que recita obras suas. Morre, em 1980